No dia 14 de outubro de 2021, a Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras, representada pela professora Hebe Rôla, J.B.Donadon-Leal e Andreia Donadon Leal, entregou ao executivo municipal através do prefeito, Juliano Duarte, e a Secretaria de Cultura, representada por Andréa Umbelino, o box “ABRA A HISTÓRIA DA GAVETA DO PATRIMÔNIO IMATERIAL DE MARIANA”, contendo 5 livros.
O Box “Abra a História da Gaveta do Patrimônio Imaterial de Mariana” é o resultado da parceria entre a Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras e a Secretaria Municipal de Cultura, Patrimônio Histórico, Turismo e Lazer de Mariana, com publicação do box gaveta, contendo os livros: Procissão das Almas (Organização: Hebe Rôla); A poesia Marianense – Apontamentos (Organização: Andreia e J.B.Donadon-Leal); Contos e Crônicas Marianenses (Organização: Andreia Donadon Leal); Bordados (Organização: Movimento Renovador de Mariana) e História da Casa de Cultura de Mariana (Organização Geral: J.B.Donadon-Leal – Colaboração: Rafael Arcanjo e Raimunda dos Anjos).
A Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras, Ciências e Artes, primeira casa de cultura de Minas Gerais, trabalha ao longo de cinquenta e nove anos, com atividades culturais, literárias e artísticas, como um de seus objetivos centrais, o de preservar e recontar a história do Patrimônio Imaterial de Mariana, transmitindo o legado cultural de comunidades e diversos grupos, de geração a geração.
A coletânea foi elaborada pelos membros efetivos da Casa de Cultura: Andreia Donadon Leal, Hebe Rôla, J.B.Donadon-Leal, Vera Joly, Rafael Arcanjo e Raimunda dos Anjos.
O box gaveta apresenta um número de textos, fotos e curiosidades na forma de uma coleção que, facilitará a interação, a compreensão e o interesse de diversos públicos, especialmente, estudantes das redes públicas e particulares de ensino, turistas (dentre outros), sobre a história do Patrimônio Imaterial da cidade.
Ao utilizar o box gaveta, com livros separados por temáticas, o estudo sobre o Patrimônio Imaterial da cidade, será mais efetivo, real, criativo e pontual. O aluno terá seu referencial cultural e de identidade identificado, ao perceber que é ao redor de si que está o patrimônio que recebeu de herança de quem viveu antes dele, portanto, cabe a ele, valorizar, preservar e transmitir esses saberes.
Boa leitura!
Hebe Rôla: Presidente da Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras
Andreia Donadon Leal – Coordenadora-Geral
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O livro ‘Bordados’ é fruto de um convite para escrever um pouco da história do Movimento Renovador de Mariana no âmbito do projeto “Abra a Gaveta da História do Patrimônio Imaterial de Mariana”. Trato aqui mais especificamente do grupo de bordadeiras denominado “Histórias Entre Linhas”. Dentre os temas aqui abordados, constam a trajetória e conquistas deste grupo que reúne mulheres bordadeiras da cidade de Mariana e que se encontram regularmente para bordar, trocar experiências e desenvolver uma linha de produtos com identidade histórico-cultural. (Vera Joly)
Casa de Cultura de Mariana – Segundo o historiador e acadêmico Rafael Arcanjo dos Santos, em 18 de julho de 1969, o então governador do estado de Minas Gerais, Israel Pinheiro da Silva, através do Decreto no 11.653, de 6 de fevereiro de 1969, desapropriava um imóvel colonial na cidade de Mariana, para servir de sede da Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras, Ciências e Artes, a primeira sede de entidade em Minas Gerais a ser denominada Casa de Cultura. O sobrado onde funciona a Casa de Cultura de Mariana foi edificado em 1733, conforme descreve o termo de Mariana (UFOP, 1998, pág. 36), tendo pertencido ao mestre-de-campo, Rafael da Silva e Souza, que a vendeu à fazenda Real, para nela residir o primeiro intendente, Antônio Rodrigues de Macedo, nomeado em outubro de 1736. Dessa data até 1760, o prédio serviu simultaneamente de moradia do intendente e de “repartição a arrecadadora dos produtos da capitação, do confisco e de escravos, arrematações em praça pública e tudo quanto entendia com o ouro destinado ao erário público”. Servia então de Casa de Intendência, Casa de Fundição de Ouro e de recebimento do quinto do ouro. Depois de 1760, voltou a edificação a ser propriedade particular, desta feita pertencente por quase um século à família Souza Novais. Em 1947, ainda de propriedade dos herdeiros do coronel Eleutério de Souza Novais, o prédio colonial foi vendido a Sílvio Ribeiro. Em fevereiro de 1969, o imóvel foi desapropriado pelo governo de Minas Gerais e cedido à Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras, Ciências e Artes. (J. B. Donadon-Leal e Rafael Arcanjo dos Santos)
Cronistas e Contistas Marianenses traz a público uma seleção de textos imagéticos dos acadêmicos: Andreia Donadon Leal, Danilo Gomes, Hebe Rôla, Marly Moysés e Waldemar de Moura Santos, que dão boa noção do fazer literário na cidade de Mariana em épocas distintas, marcada pela multiplicidade de temas, desde lendas, relatos populares a histórias ligadas à experiência urbana. De linha a linha, apresentamos escribas da arte de reportar, recriar ou recontar fatos do cotidiano ou estórias em prosa, com a suavidade de um beija-flor ou o peso de um rolo compressor. (Andreia Donadon Leal)
AUTORES HOMENAGEADOS: Marly Moysés, Hebe Rôla, Waldemar de Moura Santos e Andreia Donadon Leal
Poesia Marianense. Numa edição pequena, destinada a este projeto de Gaveta da Memória do Patrimônio Imaterial de Mariana, não dá para apresentar de forma completa a grandiosa produção poética marianense. De Frei Santa Rita Durão aos Poetas Aldravistas muita poesia de valor destacado nasceu no seio dessa cidade que transpira poesia até em sua arquitetura. O recorte feito, como justificativa das escolhas se dá pela ligação dos autores com a Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras, Ciências e Artes, como acadêmico ou como patrono de cadeira. A rica história da poesia de Mariana, por certo, pode ser ampliada, visto que muitos outros poetas marianenses têm destaque na poesia. A Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras, Ciências e Artes tem responsabilidade na preservação do acervo literário de Mariana, e esta publicação é o primeiro passo nessa direção. Hoje a poesia pulsa forte nas veias criativas de Mariana, com um dos movimentos literários mais produtivos do país: o aldravismo. Abra a gaveta e desvende nessa história! (Andreia Donadon e J.B.Donadon-Leal)
AUTORES HOMENAGEADOS NO LIVRO: Frei Santa Rita Durão, Cláudio Manuel da Costa, Alphonsus de Guimaraens, Severiano de Rezende, Alphonsus de Guimaraens Filho, Gabriel Bicalho, J.S.Ferreira, J.B.Donadon-Leal, Geraldo Reis, Início Chaves, Luiz Tyller Pirola
Procissão das Almas – Considerando a Procissão das Almas ou do Miserere uma forma de valorização e lembrança dos entes queridos, que se foram e estão ainda no purgatório; pensando, além disso, que esta Procissão leva preces a Deus para o bem-estar das almas; considerando mais, que a preservação do folclore firma a identidade de um povo, a comunidade marianense participa, incentiva os organizadores e colabora para a manutenção e vitalidade desta manifestação folclórica e tradicional. (Hebe Rôla)
Pedido dos livros: 31 98893-3779 – deialeal@jornalaldrava.com.br – VALOR: 120,00
Pontos de venda: Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras, Ciências e Artes


