O governo municipal realizou nesta quinta-feira (26) uma reunião com representantes da Vale para tratar dos impactos da mineração no município e cobrar soluções. O prefeito Geraldo Abade frisou sua preocupação com problemas que vem escalando no município e impactam diretamente a qualidade de vida da população.
Luiz Fernando Martins e Marcelo Klain – gerente e diretor de relações institucionais na região Sudeste, respectivamente – representaram a Vale. Também estiveram presentes o vice-prefeito Bruce Padovani, o presidente da Câmara, Tiago Santos, além de secretários municipais.
O encontrou debateu diversos temas, incluindo a necessidade de alternativas à mobilidade urbana, conservação das ruas e avenidas e, principalmente, os impactos da sujeira trazida pelos caminhões que transportam minério ao cotidiano da população.
Abade propôs à Vale usar o transporte ferroviário como alternativa. O prefeito pediu à mineradora que estude transferir parte do que transporta em caminhões para os trilhos. Na avaliação de Abade, entre as minas de Gongo Soco e Brucutu, por exemplo, há terminais que podem ser melhor aproveitados para o transporte da produção.
“Precisamos avançar em alternativas que amenizem os transtornos vividos pelos moradores. A nossa prioridade é, antes de tudo, trazer qualidade de vida para o povo. Os moradores de Barão de Cocais não aguentam mais isso”, disse o gestor, ao falar do volume de veículos de carga que circulam a cidade diariamente.
O tráfego de caminhões pesados tem trazido transtornos tanto à limpeza de Barão de Cocais, quanto ao trânsito como um todo, que encara desafios tanto dentro da área urbana quanto na MG-436, estrada que atravessa o município.
O chefe do Executivo também reforçou a necessidade de projetos de infraestrutura a longo prazo – “projetos de mineração responsável”, enfatizou Abade.
A reunião desta quinta-feira integra uma agenda de diálogo institucional com as mineradoras, voltada a melhorias no assunto. A mineração tem participação expressiva na economia de Barão de Cocais – ao menos 81% da arrecadação está atrelada à exploração do minério.
por Comunicação




